Instrumentos diferentes resolvem problemas diferentes
Quando a empresa possui passivo tributário, é comum colocar negociação, parcelamento e discussão jurídica no mesmo plano. Na prática, cada caminho produz efeitos próprios sobre fluxo de caixa, garantias, certidões e encerramento — ou continuidade — da controvérsia.
Comece pelo objetivo empresarial
A prioridade é obter regularidade fiscal? Reduzir desembolso imediato? Tratar um conjunto de inscrições? Discutir a própria exigibilidade do crédito? Preservar caixa? O objetivo define quais alternativas merecem comparação.
Construa uma fotografia do passivo
- ente credor;
- tipo de débito;
- fase administrativa ou judicial;
- valor atualizado;
- garantias existentes;
- parcelamentos anteriores;
- impacto sobre certidões;
- capacidade mensal de pagamento.
Compare os efeitos, não apenas a parcela
A decisão deve considerar entrada, prazo, custo mensal, necessidade de garantias, condições de manutenção, consequências do rompimento e tratamento dado às discussões existentes. Em algumas situações, diferentes grupos de débitos podem exigir soluções diferentes.
Passivo tributário deve ser organizado como carteira, não como uma única dívida abstrata.
Uma matriz de débitos e objetivos permite ao gestor compreender o que cada alternativa resolve e quais compromissos cria.